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MEGA OPERAÇÃO DA PF

DEPUTADO MARCELO FREIXO DIZ ´´ Polícia e politica não saem do Rio de Janeiro``



A vereadora Marielle Franco, em foto de abril de 2017 Renan Olaz/CMRJ

A detenção de dois suspeitos ligados ao assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrida neste domingo (24 de março), reflete a interseção entre 'política e polícia no Rio de Janeiro', conforme observado pelo político Marcelo Freixo, atual presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Freixo utilizou as redes sociais logo após o anúncio da Operação Murder Inc. para comentar sobre os investigados no caso e recordar a relação deles com Marielle.

Os detidos são Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, deputado federal do RJ. Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, também foi preso por obstruir as investigações. De acordo com Marcelo Freixo, Barbosa interferiu na apuração do assassinato de Marielle enquanto tranquilizava a família da vereadora.


Foi para Rivaldo Barbosa que liguei quando soube do assassinato da Marielle e do Anderson e me dirigia ao local do crime. Ele era chefe da Polícia Civil e recebeu as famílias no dia seguinte, junto comigo. Agora, Rivaldo está preso por ter atuado para proteger os mandantes do crime, impedindo que as investigações avançassem. Isso diz muito sobre o Rio de Janeiro", afirmou.

O político recordou da investigação do assassinato, que envolveu vários afastamentos de delegados de suas funções. "Por isso, demoramos seis anos para descobrir quem matou e quem mandou matar. Agora a Polícia Federal prendeu os autores do crime, mas também quem, de dentro da polícia, atuou por tanto tempo para proteger esse grupo criminoso.

Estão sendo executados 12 mandados de busca e apreensão, emitidos pelo Supremo Tribunal Federal, todos na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, estão sendo investigados os crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.

A operação conta também com o apoio da Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública.


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